{"id":6410,"date":"2017-07-05T11:29:58","date_gmt":"2017-07-05T15:29:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=6410"},"modified":"2017-07-05T11:21:45","modified_gmt":"2017-07-05T15:21:45","slug":"mulheres-receberam-236-menos-que-os-homens-em-2015-aponta-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/mulheres-receberam-236-menos-que-os-homens-em-2015-aponta-ibge\/","title":{"rendered":"Mulheres receberam 23,6% menos que os homens em 2015, aponta IBGE"},"content":{"rendered":"<p>As trabalhadoras brasileiras ganhavam, em 2015, 23,6% menos que os trabalhadores. Dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) revelam que, considerando o universo de pessoas ocupadas assalariadas, os homens receberam em m\u00e9dia R$2.708,22 e as mulheres R$2.191,59. O levantamento foi divulgado hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Em 2015, o pa\u00eds tinha 5,1 milh\u00f5es de empresas e outras organiza\u00e7\u00f5es ativas que empregavam 53,3 milh\u00f5es de pessoas, sendo 46,6 milh\u00f5es (87%) assalariados e 7 milh\u00f5es (13%) s\u00f3cias ou propriet\u00e1rias. Do total de assalariados, 56% eram homens e 44% mulheres. Em rela\u00e7\u00e3o a 2014, o n\u00famero de assalariados recuou 3,6%, sendo a queda entre os homens de 4,5% e entre as mulheres de 2,4%.<\/p>\n<p>Em cinco anos, entre 2010 e 2015, o percentual de mulheres ocupadas assalariadas aumentou 1,9 ponto percentual. A maior participa\u00e7\u00e3o feminina nesse per\u00edodo estava na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e nas entidades sem fins lucrativos. Neste \u00faltimo ambiente, por exemplo, a participa\u00e7\u00e3o das mulheres passou de 53,3% para 55,8% e a dos homens caiu de 46,7% par 44,2%, no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Os dados do Cempre revelam ainda que, nas entidades empresariais, embora os homens sejam maioria, a diferen\u00e7a entre o n\u00famero de pessoal ocupado do sexo masculino e feminino vem caindo de 2010 para c\u00e1. No per\u00edodo, a diferen\u00e7a diminuiu 5,2 pontos percentuais.<\/p>\n<p><strong>Escolaridade<\/strong><\/p>\n<p>Em 2015, 79,6% do pessoal ocupado assalariado n\u00e3o tinham n\u00edvel superior e 20,4% tinham. O n\u00famero de empregados com n\u00edvel superior cresceu 0,4%, enquanto o pessoal sem n\u00edvel superior recuou 4,5%, em rela\u00e7\u00e3o a 2014. Logo, a participa\u00e7\u00e3o relativa do pessoal com n\u00edvel superior aumentou 0,8 ponto percentual.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra tamb\u00e9m que, entre 2010 e 2015, apesar da predomin\u00e2ncia de trabalhadores sem n\u00edvel superior, houve acr\u00e9scimo de 3,8 pontos percentuais no n\u00famero de empregados com n\u00edvel superior, que era de 16,6% em 2010.<\/p>\n<p>Em 2015, o sal\u00e1rio dos trabalhadores com n\u00edvel superior era, em m\u00e9dia, de R$5.349,89 e o dos empregados sem n\u00edvel superior, R$1.745,62, uma diferen\u00e7a de 206,5%. Na compara\u00e7\u00e3o com 2014, o sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal teve queda real de 3,2%, sendo que para as mulheres esse decl\u00ednio foi de 2,3% e para os homens de 3,5%. A queda no rendimento m\u00e9dio foi maior entre os trabalhadores sem n\u00edvel superior (4,3%) do que entre os empregados com n\u00edvel superior (3,8%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As trabalhadoras brasileiras ganhavam, em 2015, 23,6% menos que os trabalhadores. Dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) revelam que, considerando o universo de pessoas ocupadas assalariadas, os homens receberam em m\u00e9dia R$2.708,22 e as mulheres R$2.191,59. O levantamento foi divulgado hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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