{"id":6665,"date":"2017-07-12T08:07:04","date_gmt":"2017-07-12T12:07:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=6665"},"modified":"2017-07-12T08:07:04","modified_gmt":"2017-07-12T12:07:04","slug":"senado-conclui-aprovacao-e-reforma-trabalhista-vai-para-sancao-de-temer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/senado-conclui-aprovacao-e-reforma-trabalhista-vai-para-sancao-de-temer\/","title":{"rendered":"Senado conclui aprova\u00e7\u00e3o e reforma trabalhista vai para san\u00e7\u00e3o de Temer"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s aprovar o texto principal, em uma sess\u00e3o marcada por confus\u00f5es e protestos, os senadores conclu\u00edram na noite de ontem (11) a vota\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista. Enviado pelo governo e aprovado no Senado da mesma forma como veio da C\u00e2mara dos Deputados, o projeto de lei segue agora para san\u00e7\u00e3o do presidente Michel Temer.<\/p>\n<p>A proposta altera mais de 100 pontos da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), permitindo mudan\u00e7as como a preval\u00eancia do acordado entre patr\u00f5es e empregados sobre o legislado nas negocia\u00e7\u00f5es trabalhistas. A sess\u00e3o chegou a ser iniciada \u00e0s 11h, mas as senadoras da oposi\u00e7\u00e3o ocuparam a Mesa do Senado e impediram que o presidente da Casa, Eun\u00edcio Oliveira, conduzisse os trabalhos, que foram retomados apenas no in\u00edcio da noite.<\/p>\n<figure class=\"teaser\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"Image img__fid__104620 img__view_mode__teaser attr__format__teaser\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_grande\/public\/fotos\/1083398-img_5794_10.07.17.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia - Senadores aprovam texto principal da Reforma Trabalhista (Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil)\" width=\"580\" height=\"388\" \/><figcaption>Ap\u00f3s muito debate e confus\u00e3o, senadores governistas conseguiram a aprova\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista<span class=\"author\">Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por mais de sete horas, as parlamentares permaneceram no Plen\u00e1rio, mesmo com as luzes apagadas. Com cr\u00edticas ao m\u00e9rito da reforma e ao modo como ela seria apreciada, as senadoras da oposi\u00e7\u00e3o rejeitaram por diversas vezes sugest\u00f5es de acordo para que a vota\u00e7\u00e3o fosse retomada.<\/p>\n<p>De acordo com o senador Jorge Viana (PT-AC), as parlamentares tomaram uma atitude pol\u00edtica e criticou o fato de o Senado n\u00e3o ter feito qualquer altera\u00e7\u00e3o para melhorar a proposta vinda da C\u00e2mara, abrindo m\u00e3o do papel de casa revisora.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma s\u00e9rie de bate-bocas e tentativas de negocia\u00e7\u00f5es, o presidente do Senado voltou ao Plen\u00e1rio no in\u00edcio da noite e, com um microfone sem fio,\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2017-07\/presidente-do-senado-da-ultimato-para-que-senadoras-da-oposicao-permitam\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">anunciou que retomaria o comando da sess\u00e3o de qualquer jeito<\/a>. Com duras cr\u00edticas \u00e0 posi\u00e7\u00e3o das senadoras, Eun\u00edcio Oliveira disse que sempre buscou cumprir os acordos, garantindo inclusive discuss\u00f5es da mat\u00e9ria para al\u00e9m das previs\u00f5es regimentais. \u201cNem a ditadura militar ousou ocupar a Mesa do Congresso Nacional. Isso n\u00e3o existe no regime democr\u00e1tico\u201d, reclamou.<\/p>\n<p><strong>Destaques<\/strong><\/p>\n<p>Com 50 votos favor\u00e1veis, 26 contr\u00e1rios e uma absten\u00e7\u00e3o, o texto-base do projeto de lei foi aprovado por volta das 19h50, mas os senadores continuaram a discuss\u00e3o por mais duas horas e trinta minutos, enquanto analisavam tr\u00eas destaques que buscavam alterar pontos espec\u00edficos do projeto. As sugest\u00f5es buscavam excluir da reforma mudan\u00e7as como a regulamenta\u00e7\u00e3o do trabalho intermitente e a obriga\u00e7\u00e3o de que mulheres gr\u00e1vidas e lactantes apresentem atestado m\u00e9dico para que sejam afastadas de atividades insalubres.<\/p>\n<p>Um dos destaques buscava derrubar a possibilidade do trabalho intermitente, que prev\u00ea a possibilidade de o empregador contratar e remunerar os trabalhadores apenas durante o tempo da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, excluindo per\u00edodos de inatividade. Outra proposta de mudan\u00e7a, tamb\u00e9m rejeitada pela maioria dos senadores, visava a manter a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista acima das conven\u00e7\u00f5es e acordos coletivos de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Vetos<\/strong><\/p>\n<p>Para que a proposta n\u00e3o voltasse a ser analisada pela C\u00e2mara dos Deputados, os senadores governistas n\u00e3o aceitaram nenhuma mudan\u00e7a de m\u00e9rito no texto e rejeitaram tamb\u00e9m as emendas apresentadas de modo individual. No entanto, como resposta aos pontos pol\u00eamicos da proposta, h\u00e1 um compromisso do presidente Michel Temer de vetar seis pontos da reforma. A ideia \u00e9 aperfei\u00e7oar esses pontos para que eles sejam reapresentados via medida provis\u00f3ria ou projeto de lei.<\/p>\n<p>Um desses pontos \u00e9 o que aborda o tratamento da gestante e do lactante em ambiente insalubre. O texto prev\u00ea que a trabalhadora gestante dever\u00e1 ser afastada automaticamente, durante toda a gesta\u00e7\u00e3o, apenas das atividades consideradas insalubres em grau m\u00e1ximo. Para atividades insalubres de graus m\u00e9dio ou m\u00ednimo, a trabalhadora s\u00f3 ser\u00e1 afastada a pedido m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho intermitente, o relator recomenda veto aos dispositivos que regulamentam a pr\u00e1tica. Neste tipo de trabalho, s\u00e3o alternados per\u00edodos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador. Segundo os relatores da mat\u00e9ria, o melhor seria regulamentar por medida provis\u00f3ria, estabelecendo os setores em que a modalidade pode ocorrer.<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>A proposta de reforma trabalhista prev\u00ea, al\u00e9m da supremacia do negociado sobre o legislado, o fim da assist\u00eancia obrigat\u00f3ria do sindicato na extin\u00e7\u00e3o e na homologa\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho. Al\u00e9m disso, acaba com a contribui\u00e7\u00e3o sindical obrigat\u00f3ria de um dia de sal\u00e1rio dos trabalhadores. H\u00e1 tamb\u00e9m mudan\u00e7as nas f\u00e9rias, que poder\u00e3o ser parceladas em at\u00e9 tr\u00eas vezes no ano,\u00a0 al\u00e9m de novas regras para o trabalho remoto, tamb\u00e9m conhecido como\u00a0home office. Para o patr\u00e3o que n\u00e3o registrar o empregado, a multa foi elevada e pode chegar a R$ 3 mil. Atualmente, a multa \u00e9 de um sal\u00e1rio-m\u00ednimo regional.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais sobre a reforma trabalhista<\/strong>:<\/p>\n<p><center><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"Image img__fid__104535 img__view_mode__node_gallery_file_display attr__format__node_gallery_file_display\" title=\"\" src=\"http:\/\/conteudo.ebc.com.br\/portal\/img\/reforma_trabalhista_quadro.png\" alt=\"Reforma trabalhista no Senado\" width=\"580\" height=\"1591\" \/><\/p>\n<p><center>&nbsp;<\/p>\n<p><\/center><\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s aprovar o texto principal, em uma sess\u00e3o marcada por confus\u00f5es e protestos, os senadores conclu\u00edram na noite de ontem (11) a vota\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista. Enviado pelo governo e aprovado no Senado da mesma forma como veio da C\u00e2mara dos Deputados, o projeto de lei segue agora para san\u00e7\u00e3o do presidente Michel Temer. 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