{"id":6755,"date":"2017-07-13T11:23:39","date_gmt":"2017-07-13T15:23:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=6755"},"modified":"2017-07-13T11:24:26","modified_gmt":"2017-07-13T15:24:26","slug":"embrapa-e-fao-discutem-abastecimento-alimentar-na-fronteira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/embrapa-e-fao-discutem-abastecimento-alimentar-na-fronteira\/","title":{"rendered":"Embrapa e FAO discutem abastecimento alimentar na fronteira"},"content":{"rendered":"<p>A peculiar din\u00e2mica do abastecimento alimentar em zonas urbanas fronteiri\u00e7as como a de Corumb\u00e1 (MS) s\u00e3o o objeto de estudo em um relat\u00f3rio encomendado pelo Escrit\u00f3rio Regional para a Am\u00e9rica Latina e Caribe da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO). A institui\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos entrou em contato com a unidade pantaneira de pesquisa da Embrapa como um ponto de partida para discutir quais s\u00e3o e como se estabelecem as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e consumo de alimentos nas fronteiras.<\/p>\n<p>\u201cQueremos entender, caracterizar e propor condi\u00e7\u00f5es para melhorar o abastecimento de frutas, legumes e verduras entre Brasil e Bol\u00edvia\u201d, diz o engenheiro agr\u00f4nomo e consultor da \u00e1rea de abastecimento, comercializa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a alimentar da FAO, Altivo Andrade. Ele ressalta a atual import\u00e2ncia, para organismos internacionais, de quest\u00f5es relacionadas \u00e0s fronteiras e ao fluxo migrat\u00f3rio. \u201cComo isso se relaciona com a seguran\u00e7a alimentar? Como o alimento chega nessas cidades com regularidade, com qualidade? \u201d.<\/p>\n<p><strong>Corumb\u00e1 e a fronteira<\/strong><\/p>\n<p>Para debater essas quest\u00f5es, o chefe-geral da Embrapa Pantanal, Jorge Lara, abordou em uma reuni\u00e3o com o representante da FAO as caracter\u00edsticas da regi\u00e3o em que a unidade de pesquisa est\u00e1 inserida. \u201c\u00c9 uma \u00e1rea bem din\u00e2mica. Al\u00e9m da sazonalidade, tamb\u00e9m existem as caracter\u00edsticas particulares a cada comunidade. Em linhas gerais, a impress\u00e3o predominante \u00e9 a de que as cidades s\u00e3o complementares em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s op\u00e7\u00f5es de produtos e suas quantidades. \u00c0s vezes, a Bol\u00edvia produz alimentos que n\u00e3o temos no Brasil, suplementando o que falta em Corumb\u00e1\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo o estudo Arranjos Populacionais e Concentra\u00e7\u00f5es Urbanas do Brasil (IBGE \u2013 2016), o Brasil possui 27 arranjos populacionais (aglomera\u00e7\u00f5es de popula\u00e7\u00e3o) fronteiri\u00e7os, somando mais de dois milh\u00f5es de habitantes. Destes, 44,2% vivem em pa\u00edses vizinhos. Entre os cinco arranjos do estado de MS est\u00e1 o arranjo populacional internacional Corumb\u00e1\/Brasil, formado pelas cidades de Corumb\u00e1, Lad\u00e1rio, Puerto Quijarro e Puerto Su\u00e1rez. O arranjo re\u00fane mais de 150 mil habitantes \u2013 cerca de 123 mil no Brasil e 28 mil na Bol\u00edvia. Ainda de acordo com o estudo, mais de 86 mil pessoas trabalham e estudam nesses munic\u00edpios e unidades administrativas. Destas, cerca de 4.300 se deslocam entre as cidades para tal.<\/p>\n<p>As pessoas que transitam pela fronteira mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio e interc\u00e2mbio cultural entre os pa\u00edses. \u201cOs assentamentos de Corumb\u00e1 t\u00eam algumas limita\u00e7\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o de todos os alimentos da nossa cesta b\u00e1sica, algo influenciado por quest\u00f5es como a falta d\u2019\u00e1gua em algumas propriedades. \u00c0s vezes, a suplementa\u00e7\u00e3o nesses casos vem da Bol\u00edvia\u201d, diz Lara. \u201cEssa troca ainda necessita de uma compreens\u00e3o maior para que esse abastecimento, que ocorre naturalmente, se torne uma pol\u00edtica de Estado. Basta andar pelas feiras de Corumb\u00e1 para ver a quantidade de bolivianos vendendo seus produtos. \u00c9 importante mapear e quantificar esse tipo de troca\u201d.<\/p>\n<p><strong>Fronteira global<\/strong><\/p>\n<p>Durante a viagem \u00e0 regi\u00e3o, o consultor da FAO visitou feiras, institui\u00e7\u00f5es e produtores de alimentos nos dois pa\u00edses. \u201cS\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel entender Corumb\u00e1 vindo a Corumb\u00e1\u201d, conta. \u201cExiste aqui uma complementariedade muito grande de conhecimentos e \u00e9 de alto interesse do Brasil que haja uma produ\u00e7\u00e3o boliviana com qualidade sanit\u00e1ria, fitossanit\u00e1ria e com um uso racional de insumos. H\u00e1 tamb\u00e9m um interesse muito grande por parte dos bolivianos em ter acesso ao mercado brasileiro, que \u00e9 importante e beneficia uma popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de acesso a supermercados\u201d.<\/p>\n<p>Andrade afirma que o contato com institui\u00e7\u00f5es locais \u00e9 uma maneira de criar um panorama mais fiel \u00e0 realidade do abastecimento alimentar local no relat\u00f3rio. \u201cA fronteira aqui tem caracter\u00edsticas muito peculiares, \u00fanicas, interessantes \u2013 especialmente do ponto de vista de institui\u00e7\u00f5es como a Embrapa, o Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola Tropical (CIAT) na Bol\u00edvia, a UFMS, a Agraer, o \u00f3rg\u00e3o de desenvolvimento agr\u00e1rio do departamento de Santa Cruz\u201d, conta. \u201cO desejo da FAO, ao desenvolver um estudo aqui, \u00e9, exatamente, entender as condi\u00e7\u00f5es peculiares dessa regi\u00e3o fronteiri\u00e7a, saber como se d\u00e1 essa integra\u00e7\u00e3o. Compreender essas condi\u00e7\u00f5es faz com que possamos propor um modelo de discuss\u00e3o para os milhares de quil\u00f4metros de fronteiras que existem na Am\u00e9rica Latina\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A peculiar din\u00e2mica do abastecimento alimentar em zonas urbanas fronteiri\u00e7as como a de Corumb\u00e1 (MS)&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6756,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,8],"tags":[],"class_list":["post-6755","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agropecuaria","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6755","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6755"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6755\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6757,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6755\/revisions\/6757"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6756"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6755"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6755"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6755"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}