{"id":7398,"date":"2017-07-28T11:37:01","date_gmt":"2017-07-28T15:37:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=7398"},"modified":"2017-07-28T11:44:32","modified_gmt":"2017-07-28T15:44:32","slug":"tenda-dos-saberes-indigenas-amplia-a-visibilidade-da-cultura-durante-fib","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/tenda-dos-saberes-indigenas-amplia-a-visibilidade-da-cultura-durante-fib\/","title":{"rendered":"Tenda dos Saberes Ind\u00edgenas amplia a visibilidade da cultura durante FIB"},"content":{"rendered":"<p>O Festival de Inverno de Bonito (FIB) dentro de sua pluralidade e diversidade cultural tamb\u00e9m d\u00e1 visibilidade \u00e0 cultura ind\u00edgena. Pela terceira vez est\u00e3o representadas no FIB as etnias Atkun, Kinikinau, Ofai\u00ea, Guarani \u00d1nahdeva, Guarani Kaiowa, Terena, Guato na Tenda dos Saberes Ind\u00edgenas instalada na pra\u00e7a da Liberdade.<\/p>\n<div id=\"attachment_16113\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.fundacaodecultura.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/19\/2017\/07\/RicardoGomes-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-16113\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-16113\" src=\"http:\/\/www.fundacaodecultura.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/19\/2017\/07\/RicardoGomes-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"315\" height=\"210\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Cultura do artesanato ind\u00edgena passada de m\u00e3e para filha. Foto: Ricardo Gomes<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>Trinta e tr\u00eas \u00edndios, em sua maioria mulheres artes\u00e3s participam do estande. Nele os visitantes podem encontrar diversos artigos como colares, pulseiras, cer\u00e2mica, bolsas, jarros, at\u00e9 pasta de notebook. A mat\u00e9ria prima \u00e9 diversa, sendo utilizada argila, penas, bambu, folha d\u2019\u00e1gua, uma esp\u00e9cie de palma, dentre outras.<\/p>\n<p>Ao ser entrevistada, dona Zeferina Ferreira, de 84 anos, da aldeia Brilhante, da etnia Kinikinau n\u00e3o titubeou ao responder que morava na \u201cm\u00e3e terra\u201d, quando questionada a respeito da localidade de sua moradia. Aprendeu a trabalhar com artesanato com sua m\u00e3e aos dez anos de idade. Ela trabalha com cer\u00e2mica. \u00a0\u201cPasso o dia inteiro fazendo meus artesanatos, me sinto feliz\u201d, diz convicta e com ar sereno.<\/p>\n<p>Genoveva Flores, 54 anos, \u00e9 filha de dona Zeferina e disse que sua etnia trouxe cerca de 300 artesanatos para serem vendidos durante o FIB. \u201cA gente est\u00e1 feliz com a oportunidade de poder vender nosso artesanato e pagar as contas\u201d. Conta que no ano passado vendeu R$ 500,00, esse ano quer superar esse valor, pois s\u00e3o poucas as oportunidades que tem de participar de eventos como esse.<\/p>\n<p>Outra artes\u00e3 ind\u00edgena, Catarina Ramos, de 68 anos, disse ter come\u00e7ado a trabalhar com artesanato em 1964. J\u00e1 trabalhou de cozinheira numa das vezes que se mudou para Campo Grande, mas gosta mesmo \u00e9 de artesanato. J\u00e1 h\u00e1 algum tempo manipula \u00e1guas-p\u00e9s, uma esp\u00e9cie de palmeira. Ela faz todo o processo, mas diz que o mais dif\u00edcil \u00e9 colher e secar a planta para depois transform\u00e1-la em diversos artigos, com um capricho sem igual. Chinelos, tapetes, bolsas, carteiras, pasta para notebook, at\u00e9 roupa ela diz confeccionar. \u201cH\u00e1 algum tempo conseguia viver s\u00f3 do artesanato, hoje com a crise est\u00e1 mais dif\u00edcil\u201d \u00c9 a segunda vez que ela participa do FIB, \u201c\u00e9 uma oportunidade de renda extra\u201d, diz Ramos.<\/p>\n<div id=\"attachment_16112\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.fundacaodecultura.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/19\/2017\/07\/RicardoGomes-2-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-16112\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-16112\" src=\"http:\/\/www.fundacaodecultura.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/19\/2017\/07\/RicardoGomes-2-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"291\" height=\"194\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>S\u00e9rgio Martins nunca tinha visto um \u00edndio de perto. Foto: Ricardo Gomes<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>Para S\u00e9rgio Martins, de Barretos (SP), foi uma experi\u00eancia \u00fanica, j\u00e1 que segundo ele nunca tinha visto um \u00edndio de perto, \u201cnunca tinha tido essa oportunidade de v\u00ea-los de perto, nem do artesanato que fazem\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 o casal de bonitenses Jociane Brito (vendedora) e Wilson Trelha (vigilante) est\u00e1 contente com a presen\u00e7a do FIB na cidade e diz ser importante a participa\u00e7\u00e3o dos \u00edndios, \u201c\u00e9 bom que se preserve a mem\u00f3ria deles\u201d, disse Jociane. o marido enfatiza esse encontro de culturas que o FIB proporciona, \u201ca gente j\u00e1 est\u00e1 acostumado com eles por aqui, mas quem vem de fora n\u00e3o tem essa experi\u00eancia, e tem uma ideia errada dos \u00edndios. Sim, eles trabalham, ca\u00e7am e fazem seu artesanato\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>Para a subsecret\u00e1ria de Pol\u00edticas Ind\u00edgenas a participa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena \u00a0fortalece a cultura de seu povo, \u201cquando elas vem ao Festival, elas s\u00e3o protagonistas de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria\u201d, enfatiza Dias, que ainda completa, \u201caqui elas t\u00eam a oportunidade de vender seu artesanato sem atravessadores\u201d<\/p>\n<p>A Tenda dos Saberes Ind\u00edgenas ficar\u00e1 aberta aos visitantes at\u00e9 domingo (30.07) das 9h \u00e0s 22h.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Festival de Inverno de Bonito (FIB) dentro de sua pluralidade e diversidade cultural tamb\u00e9m&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7399,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7,103],"tags":[],"class_list":["post-7398","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-fib"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7398","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7398"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7398\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7400,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7398\/revisions\/7400"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7399"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7398"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7398"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7398"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}