{"id":7406,"date":"2017-07-28T14:18:50","date_gmt":"2017-07-28T18:18:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=7406"},"modified":"2017-07-28T14:25:27","modified_gmt":"2017-07-28T18:25:27","slug":"taxa-de-desemprego-cai-para-13-no-primeiro-recuo-desde-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/taxa-de-desemprego-cai-para-13-no-primeiro-recuo-desde-2014\/","title":{"rendered":"Taxa de desemprego cai para 13% no primeiro recuo desde 2014"},"content":{"rendered":"<p>A taxa de desemprego caiu para 13% no segundo trimestre deste ano (abril\/junho) na primeira queda significativa do indicador desde o fim de 2014. O recuo chegou a 0,7 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior (janeiro\/mar\u00e7o deste ano.). No mesmo trimestre do ano passado (abril-junho), o desemprego atingia 11,3% da Popula\u00e7\u00e3o Economicamente ativa do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou hoje (28), no Rio de Janeiro . No trimestre imediatamente anterior, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o estava em 13,7%.<\/p>\n<p>Os novos n\u00fameros indicam que a popula\u00e7\u00e3o desocupada fechou o segundo trimestre do ano em 13,5 milh\u00f5es de pessoas, recuando 4,9% (menos 690 mil desocupados) em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre m\u00f3vel anterior, mas ficou 16,4% acima do contingente estimado no mesmo trimestre m\u00f3vel de 2016.<\/p>\n<p>O IBGE informou, ainda, que a popula\u00e7\u00e3o ocupada \u00e9 de 90,2 milh\u00f5es no segundo trimestre. Ela cresceu 1,4%, o que significa que mais 1,3 milh\u00e3o de pessoas ingressaram no mercado de trabalho, em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre janeiro-mar\u00e7o de 2017.<\/p>\n<p><strong>Informalidade<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da redu\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego do pa\u00eds, que caiu de 13,5% para 13%, o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, ressaltou que o crescimento do emprego se deu mas pelo lado da informalidade, envolvendo pessoas sem carteira assinada ou trabalhando por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>\u201cTivemos uma redu\u00e7\u00e3o na taxa [de desocupa\u00e7\u00e3o], com o aumento da popula\u00e7\u00e3o ocupada e queda no n\u00famero de desocupados. Mas, infelizmente, a ocupa\u00e7\u00e3o cresceu pelo lado da informalidade, ou seja, h\u00e1 mais pessoas sem carteira e por conta pr\u00f3pria, que n\u00e3o t\u00eam garantias trabalhistas\u201d.<\/p>\n<p>O coordenador do IBGE destaca que os grupamentos de atividade nos quais o emprego cresceu foram a Ind\u00fastria e os Transportes. \u201cNa ind\u00fastria cresceu principalmente por causa da ind\u00fastria aliment\u00edcia e fundamentada em postos de trabalho informais. J\u00e1 nos transportes, a alta foi em fun\u00e7\u00e3o do aumento do n\u00famero de motoristas de passageiros\u201d, ressaltou Cimar.<\/p>\n<p><strong>Carteira assinada<\/strong><\/p>\n<p>Os dados do IBGE indicam que o pa\u00eds perdeu em um ano 1,1 milh\u00e3o de postos de trabalho com carteira assinada. No trimestre abril-junho deste ano, o pa\u00eds tinha 33,3 milh\u00f5es de pessoas empregadas com carteira assinada, mostrando estabilidade frente ao trimestre imediatamente anterior (janeiro-mar\u00e7o), mas recuando 3,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre m\u00f3vel de 2016 (- 1,1 milh\u00e3o de pessoas com carteira assinada).<\/p>\n<p>No entanto, comparados os dados atuais com o \u00faltimo trimestre de 2014, quando o pa\u00eds tinha 36,5 milh\u00f5es de empregos com carteira, percebe-se uma queda maior. Os n\u00fameros indicam que o mercado perdeu neste per\u00edodo 3,2 milh\u00f5es de postos de trabalho formais. \u201cO mercado reage por um retrato de 2017. Mas olhando o passado, vemos que h\u00e1 muito que caminhar para recompor o que foi perdido desde que come\u00e7ou a crise\u201d, disse.<\/p>\n<p>O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE explica que \u201dtivemos uma redu\u00e7\u00e3o na taxa, com o aumento da popula\u00e7\u00e3o ocupada e queda no n\u00famero de desocupados. Mas, infelizmente, a ocupa\u00e7\u00e3o cresceu pelo lado da informalidade, ou seja, h\u00e1 mais pessoas sem carteira e por conta pr\u00f3pria, que n\u00e3o t\u00eam garantias trabalhistas\u201d.<\/p>\n<p>Cimar lembrou que os grupamentos de atividade nos quais o emprego cresceu foram a Ind\u00fastria e os Transportes. Segundo ele, \u201ca ind\u00fastria cresceu principalmente por causa da ind\u00fastria aliment\u00edcia e fundamentada em postos de trabalho informais. J\u00e1 nos transportes, a alta foi em fun\u00e7\u00e3o do aumento do n\u00famero de motoristas de passageiros\u201d.<\/p>\n<p>O n\u00famero de empregados sem carteira de trabalho assinada fechou junho em 10,6 milh\u00f5es de pessoas, um crescimento de 4,3% no trimestre \u2013 o equivalente a mais 442 mil pessoas. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre do ano passado, o crescimento foi de 5,4% &#8211; o equivalente a mais 540 mil pessoas.<\/p>\n<p>As 22,5 milh\u00f5es de pessoas que trabalhavam por conta pr\u00f3pria no trimestre encerrado em junho foram 1,8% maior quando comparadas com o trimestre anterior (mais 396 mil pessoas), mas houve recuo de 1,8% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2016 (menos 415 mil pessoas).<\/p>\n<p>J\u00e1 o n\u00famero de empregadores ficou est\u00e1vel em 4,2 milh\u00f5es de pessoas frente ao trimestre imediatamente anterior e cresceu 13,1% (mais 484 mil pessoas) em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2016. J\u00e1 entre os trabalhadores dom\u00e9sticos (6,1 milh\u00f5es de pessoas) a ocupa\u00e7\u00e3o mostrou-se est\u00e1vel em ambos os trimestres comparativos.<\/p>\n<p><strong>Desemprego em 2014<\/strong><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es da pesquisa indicam que a \u00faltima queda da taxa de desocupa\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica em 2012 havia ocorrido na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2014, quando a taxa de desemprego caiu de 6,8% para 6,5%. \u201cDesde ent\u00e3o, a taxa [de desocupa\u00e7\u00e3o] subiu ininterruptamente e o mercado de trabalho do pa\u00eds se deteriorou\u201d, informou o IBGE.<\/p>\n<p>O instituto lembrou que, no trimestre outubro-dezembro de 2014, a popula\u00e7\u00e3o desocupada do pa\u00eds era de 6,5 milh\u00f5es de pessoas. Hoje, situa-se em 13,5 milh\u00f5es de pessoas. \u201cDe 2014 para junho de 2017, o n\u00famero de desocupados mais do que duplicou, chegando ao auge no trimestre janeiro-mar\u00e7o de 2017, quando o pa\u00eds tinha 14,2 milh\u00f5es de pessoas desempregadas.<\/p>\n<p>Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da pesquisa, no trimestre fechado em abril, o n\u00famero recuou 4,9%, o que representou menos 690 mil pessoas procurando trabalho. Apesar disso, neste segundo trimestre de 2017, o pa\u00eds ainda tem 13,5 milh\u00f5es de desocupados.<\/p>\n<p><strong>Rendimento<\/strong><\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio real habitual das pessoas ocupadas fechou junho em R$ 2.104, mantendo-se est\u00e1vel frente ao trimestre janeiro\/mar\u00e7o de 2017, quando era de R$ 2.125 e, tamb\u00e9m, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2016 (R$ 2.043). J\u00e1 a massa de rendimento real habitual das pessoas ocupadas fechou junho em R$ 185,1 bilh\u00f5es, mostrando estabilidade em ambas as compara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A for\u00e7a de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de abril a junho de 2017 foi estimada em 103,7 milh\u00f5es de pessoas, registrando crescimento de 0,6% (mais 599 mil pessoas) comparada ao trimestre janeiro\/mar\u00e7o de 2017 e de 1,3% (mais 1,3 milh\u00e3o de pessoas) em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2016. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho (64,4 milh\u00f5es de pessoas) manteve-se est\u00e1vel em ambas as compara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de desemprego caiu para 13% no segundo trimestre deste ano (abril\/junho) na primeira&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,19],"tags":[],"class_list":["post-7406","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7406","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7406"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7406\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7407,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7406\/revisions\/7407"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}