{"id":8545,"date":"2017-08-29T16:33:39","date_gmt":"2017-08-29T20:33:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=8545"},"modified":"2017-08-29T16:43:36","modified_gmt":"2017-08-29T20:43:36","slug":"todo-acidente-pode-e-deve-ser-evitado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/todo-acidente-pode-e-deve-ser-evitado\/","title":{"rendered":"Todo acidente pode e deve ser evitado"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">\u00c9 not\u00f3ria a evolu\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a nos \u00faltimos anos. Entretanto, ainda h\u00e1 muito a fazer, considerando que nenhum acidente \u00e9 aceit\u00e1vel. Todo acidente pode e deve ser evitado. Inicialmente, os acidentes do trabalho eram tratados como verdadeiras obras do acaso, uma vez que aconteciam porque iriam acontecer de qualquer maneira, sem que ningu\u00e9m pudesse fazer absolutamente nada a respeito. Mais tarde, acreditou-se que haveria uma redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de ocorr\u00eancias por meio de intensa vigil\u00e2ncia, uma vez que s\u00f3 haveria cuidado e as devidas precau\u00e7\u00f5es se algu\u00e9m estivesse fiscalizando. Essa a\u00e7\u00e3o realmente reduziu o n\u00famero de acidentes e representou uma enorme evolu\u00e7\u00e3o para a \u00e9poca, mas n\u00e3o os eliminou.<\/span><\/p>\n<div><span style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Posteriormente, houve uma evolu\u00e7\u00e3o para o conceito de que a seguran\u00e7a dependia de cada um. Assim, os colaboradores come\u00e7aram a cuidar de si em vez de serem fiscalizados. Outro grande marco na evolu\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a: Eu sou o respons\u00e1vel pela minha seguran\u00e7a! Mais uma vez, o n\u00famero foi reduzido, mas os acidentes ainda n\u00e3o foram eliminados.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Atualmente o n\u00edvel de refer\u00eancia para a seguran\u00e7a \u00e9 o chamado cuidado ativo, ou seja, eu cuido de mim, eu cuido de voc\u00ea e voc\u00ea cuida de mim. Esse conceito, somado aos avan\u00e7os da tecnologia e \u00e0 seguran\u00e7a tratada como fator estrat\u00e9gico pela alta dire\u00e7\u00e3o, proporciona um cen\u00e1rio muito positivo para a elimina\u00e7\u00e3o de qualquer acidente.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">O maior desafio das organiza\u00e7\u00f5es e, em especial, de n\u00f3s est\u00e1 no estabelecimento de valores e cren\u00e7as que contribuem para atitudes e comportamentos que desenvolvem a percep\u00e7\u00e3o do risco. Atitudes e comportamentos seguros, sustentados por valores pessoais, s\u00e3o percebidos no dia-a-dia das pessoas, em todos os lugares, como trabalho, casa e escola, entre outros. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ter comportamento seguro na empresa e n\u00e3o apresent\u00e1-lo em casa. Se isso for percebido, o n\u00edvel de maturidade ainda \u00e9 baixo.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Um exemplo de como atividades simples do dia-a-dia podem comprometer a nossa percep\u00e7\u00e3o do risco e, consequentemente, aumentar o n\u00famero de acidentes: Imagine que um pedestre precisa atravessar uma avenida bem movimentada, mas, por estar com pressa, resolve atravessar fora da faixa. No primeiro dia, ele se preocupa com essa atitude inadequada, fica incomodado, olha para os dois lados e, com algum receio, consegue atravessar a rua. Quando faz isso, que mensagem ele passa ao c\u00e9rebro? \u201c\u00c9 perigo atravessar fora da faixa, mas eu atravessei e nada me aconteceu\u201d. \u00a0<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">No dia seguinte, ele precisa atravessar novamente, ent\u00e3o olha para os dois lados, a preocupa\u00e7\u00e3o e o incomodo j\u00e1 s\u00e3o menores do que no dia anterior, e ele consegue atravessar. Mais uma vez, enviou ao c\u00e9rebro a mesma mensagem. No terceiro dia, ele j\u00e1 n\u00e3o tem mais incomodo ou preocupa\u00e7\u00e3o. No outro dia, menos ainda, at\u00e9 perder toda a percep\u00e7\u00e3o do risco. Nesse momento, o c\u00e9rebro entende que atravessar fora da faixa n\u00e3o \u00e9 mais uma atitude perigosa. Infelizmente, \u00e9 exatamente neste momento em que acontecem os acidentes.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Quando voc\u00ea se d\u00e1 ao direito de n\u00e3o usar a faixa de pedestres ao atravessar ou n\u00e3o segurar o corrim\u00e3o ao descer as escadas, voc\u00ea contribui para que o c\u00e9rebro perca a percep\u00e7\u00e3o ao risco. \u00c9 justamente sem esta percep\u00e7\u00e3o que surgem as ocorr\u00eancias de falha de seguran\u00e7a. Da mesma forma, ir sempre at\u00e9 a faixa para atravessar a rua gera um h\u00e1bito de comportamento seguro. Todo acidente pode e deve ser evitado.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Hoje a cultura de preven\u00e7\u00e3o ao acidente est\u00e1 integralizada aos neg\u00f3cios. N\u00e3o se pode imaginar que uma organiza\u00e7\u00e3o seja sustent\u00e1vel se n\u00e3o possuir um elevado n\u00edvel de seguran\u00e7a. Hoje \u00e9 poss\u00edvel, inclusive, fazer avalia\u00e7\u00f5es de desempenho operacional e financeiras relacionadas ao n\u00edvel de seguran\u00e7a que a organiza\u00e7\u00e3o disp\u00f5e.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Ap\u00f3s todo esse conhecimento adquirido, muitas vezes com o aprendizado decorrente de acidentes reais, \u00e9 necess\u00e1rio intensificar as a\u00e7\u00f5es que permitam a compreens\u00e3o de todas as interfaces entre o comportamento humano e os processos produtivos. \u00c9 preciso explicitar e compartilhar os valores das organiza\u00e7\u00f5es, compatibilizando-os com os valores pessoais de cada funcion\u00e1rio, afinal s\u00e3o eles que descrevem as motiva\u00e7\u00f5es individuais e coletivas.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Este assunto \u00e9 de cuidado permanente nas ind\u00fastrias do Polo do Grande ABC, que inclusive realizam treinamentos para o desenvolvimento do comportamento seguro dentro das organiza\u00e7\u00f5es. T\u00e3o importante quanto investir em forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica \u00e9 essencial e desafiador habilitar profissionais para trabalharem com o fator humano, de modo que possam garantir maior efetividade na condu\u00e7\u00e3o dos programas preventivos.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\"><b>Claudemir Peres \u00e9 presidente do Comit\u00ea de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC (COFIP ABC)<\/b><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 not\u00f3ria a evolu\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a nos \u00faltimos anos. 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