{"id":8641,"date":"2017-09-01T12:30:12","date_gmt":"2017-09-01T16:30:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=8641"},"modified":"2017-09-01T12:27:32","modified_gmt":"2017-09-01T16:27:32","slug":"ibge-pib-cresce-02-no-2o-trimestre-e-chega-a-r-16-trilhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/ibge-pib-cresce-02-no-2o-trimestre-e-chega-a-r-16-trilhao\/","title":{"rendered":"IBGE: PIB cresce 0,2% no 2\u00ba trimestre e chega a R$ 1,6 trilh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no pa\u00eds, fechou o segundo trimestre do ano com alta de 0,2% na compara\u00e7\u00e3o com primeiro trimestre, na s\u00e9rie ajustada sazonalmente. Na compara\u00e7\u00e3o com o segundo trimestre de 2016, a varia\u00e7\u00e3o do PIB foi de 0,3%.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte de pesquisa divulgada hoje, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Com o resultado, o PIB acumulado nos quatro \u00faltimos trimestres continua negativo em 1,4% em rela\u00e7\u00e3o aos quatro trimestres imediatamente anteriores.<\/p>\n<p>Com o resultado do segundo trimestre, o PIB fecha os primeiros seis meses do ano com \u201cvaria\u00e7\u00e3o nula\u201d em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro semestre de 2016. .<\/p>\n<p><strong>Com\u00e9rcio e consumo das fam\u00edlias influenciam PIB<\/strong><\/p>\n<p>A alta verificada no com\u00e9rcio e a retomada do consumo das fam\u00edlias levaram o Produto Interno Bruto (PIB) a fechar o segundo trimestre do ano com alta de 0,2% na compara\u00e7\u00e3o com primeiro trimestre, na s\u00e9rie ajustada sazonalmente. Na compara\u00e7\u00e3o com o segundo trimestre de 2016, a varia\u00e7\u00e3o foi de 0,3%. .<\/p>\n<p>\u00c9 o segundo resultado positivo consecutivo, uma vez que, no primeiro trimestre do ano, o PIB cresceu 1% comparativamente ao quarto trimestre de 2016 \u2013 o primeiro n\u00famero positivo depois de dois anos de quedas seguidas.<\/p>\n<p>O resultado positivo do segundo trimestre mostra a Agropecu\u00e1ria (principal respons\u00e1vel pela expans\u00e3o de 1% do primeiro trimestre) com varia\u00e7\u00e3o nula (0,0%), a Ind\u00fastria com queda de 0,5% e os Servi\u00e7os, que respondem por 73,3% do PIB, com alta de 0,6%.<\/p>\n<p>Os dados das Contas Nacionais Trimestrais evidenciam &#8211; no caso da Despesa de Consumo das Fam\u00edlias &#8211; o crescimento de 0,7% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2016, e ocorre ap\u00f3s nove trimestres consecutivos de queda.<\/p>\n<p>O resultado, segundo o IBGE, foi influenciado \u201cpela evolu\u00e7\u00e3o de alguns indicadores macroecon\u00f4micos ao longo do trimestre, como a desacelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros e o crescimento, em termos reais, da massa salarial\u201d.<\/p>\n<p>Com alta de 1,4% tamb\u00e9m na compara\u00e7\u00e3o entre o primeiro e o segundo trimestre de 2017, o consumo das fam\u00edlias voltou a registrar crescimento porque no trimestre anterior houve estabilidade (0,0%).<\/p>\n<p>A coordenadora de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, foi taxativa: \u201cO com\u00e9rcio, pelo lado da oferta, e o consumo das fam\u00edlias, pelo lado da demanda, foram as principais influ\u00eancias para a varia\u00e7\u00e3o positiva de 0,2% do PIB\u201d.<\/p>\n<p>Ela, no entanto, ressalta a necessidade de se olhar tamb\u00e9m para outras compara\u00e7\u00f5es: \u201cNo primeiro semestre, o consumo das fam\u00edlias ainda est\u00e1 em queda (-0,6%) ainda que menos intensa do que nos trimestres anteriores\u201d.<\/p>\n<p>Afirmou que, embora no semestre o PIB tenha mostrado varia\u00e7\u00e3o nula com a ind\u00fastria e os servi\u00e7os fechando em queda acumulada, \u201ca agropecu\u00e1ria apresentou um expressivo crescimento de 15%\u201d.<\/p>\n<p>A coordenadora admitiu que a economia brasileira est\u00e1 em um ciclo de melhora, mas ainda n\u00e3o se configura uma recupera\u00e7\u00e3o e que os gastos [da sociedade] foram impulsionados por uma conjun\u00e7\u00e3o de fatores como o controle da infla\u00e7\u00e3o e o saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o). \u201cEstamos num ciclo ascendente da economia, mas ainda n\u00e3o d\u00e1 para chamar de recupera\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Rebeca observa que, na compara\u00e7\u00e3o com o primeiro trimestre, enquanto os servi\u00e7os acusaram crescimento de 0,6%, a ind\u00fastria est\u00e1 em queda (-0,5). J\u00e1 o resultado nulo da agropecu\u00e1ria neste segundo trimestre \u00e9 atribu\u00eddo a um efeito-base. \u201cA agropecu\u00e1ria j\u00e1 havia crescido 11,5% no trimestre passado, ent\u00e3o, o que se v\u00ea nessa varia\u00e7\u00e3o nula \u00e9 um efeito-base\u201d [a base de compara\u00e7\u00e3o \u00e9 com um crescimento de 11,7%%].<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo tem contra\u00e7\u00e3o de 6,5%<\/strong><\/p>\n<p>A Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo, que mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, sofreu contra\u00e7\u00e3o de 6,5% no primeiro trimestre de 2017, a 13\u00aa consecutiva. O recuo \u00e9 justificado pela queda das importa\u00e7\u00f5es de bens de capital e pelo desempenho negativo da constru\u00e7\u00e3o neste per\u00edodo.<\/p>\n<p>O Produto Interno Bruto no segundo trimestre de 2017 totalizou R$ 1,639 trilh\u00e3o, sendo R$ 1,422 trilh\u00e3o referente ao Valor Adicionado a pre\u00e7os b\u00e1sicos e R$ 216,5 bilh\u00f5es aos Impostos sobre Produtos l\u00edquidos de Subs\u00eddios.<\/p>\n<p>A taxa de investimento no segundo trimestre de 2017 foi de 15,5% do PIB, abaixo do observado no mesmo per\u00edodo de 2016 (16,7%). J\u00e1 a taxa de poupan\u00e7a alcan\u00e7ou 15,8% no segundo trimestre de 2017 contra 15,6% do mesmo per\u00edodo de 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no pa\u00eds, fechou&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8642,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-8641","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8641","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8641"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8641\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8643,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8641\/revisions\/8643"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8642"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}