{"id":9585,"date":"2017-09-28T14:00:26","date_gmt":"2017-09-28T18:00:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=9585"},"modified":"2017-09-28T13:58:27","modified_gmt":"2017-09-28T17:58:27","slug":"acai-teve-maior-valor-de-producao-na-extracao-vegetal-em-2016-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/acai-teve-maior-valor-de-producao-na-extracao-vegetal-em-2016-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"A\u00e7a\u00ed teve maior valor de produ\u00e7\u00e3o na extra\u00e7\u00e3o vegetal em 2016, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>O a\u00e7a\u00ed foi o produto da extra\u00e7\u00e3o vegetal n\u00e3o madeireira que alcan\u00e7ou maior valor de produ\u00e7\u00e3o no ano passado no Brasil: R$ 539,8 milh\u00f5es. Em seguida, vieram a erva-mate extrativa (R$ 398,8 milh\u00f5es), o p\u00f3 cer\u00edfero de carna\u00faba (R$ 187,5 milh\u00f5es) e a castanha-do-par\u00e1 (R$ 110,1 milh\u00f5es). Segundo a pesquisa Produ\u00e7\u00e3o da Extra\u00e7\u00e3o Vegetal e da Silvicultura, estes \u00e3o os quatro itens mais relevantes em termos de produ\u00e7\u00e3o. A pesquisa foi divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7a\u00ed extrativo caiu 0,2% em compara\u00e7\u00e3o com a de 2015, e somou 215.609 toneladas. O valor de produ\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, subiu 12,4%. Maior produtor nacional, o Par\u00e1 respondeu por 61,2% do total do ano passado, com crescimento de 4,6%.<\/p>\n<p>O supervisor da pesquisa, Winicius de Lima Wagner, disse \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0que a demanda e a alta de pre\u00e7os do a\u00e7a\u00ed tornaram a atividade mais atrativa para os extrativistas, contribuindo para aumentar a gera\u00e7\u00e3o de renda local. \u201cEm geral, os produtos n\u00e3o madeireiros do extrativismo s\u00e3o explorados por extrativistas e pequenas associa\u00e7\u00f5es e cooperativas e t\u00eam relev\u00e2ncia para as comunidades, principalmente nas regi\u00f5es Norte e Nordeste\u201d, afirmou Wagner. O l\u00edder do<em>\u00a0ranking<\/em>\u00a0de munic\u00edpios, Limoeiro do Ajuru, no Par\u00e1, produziu 35 mil toneladas no ano passado.<\/p>\n<p>No Amazonas, segundo maior produtor nacional de a\u00e7a\u00ed, a produ\u00e7\u00e3o caiu 12,3%, por causa da seca, que tornou mais dif\u00edcil o transporte do fruto em alguns rios. No Nordeste, o Maranh\u00e3o aparece com 8,1% de participa\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p><strong>Erva-mate<\/strong><\/p>\n<p>O Paran\u00e1 respondeu por 86,4% da produ\u00e7\u00e3o de erva-mate extrativa no pa\u00eds, concentrando 18 dos 20 principais munic\u00edpios produtores. L\u00edder em 2015, S\u00e3o Mateus do Sul, com 65 mil toneladas, permanece \u00e0 frente. O Paran\u00e1 produziu 299.735 toneladas em 2015. Em segundo, ficou Santa Catarina, com 28.853 toneladas, ou 8,3% do total nacional. O Rio Grande do Sul ficou em terceiro lugar, com 18.180 toneladas, mas foi o \u00fanico estado onde a produ\u00e7\u00e3o caiu (-2,6%).<\/p>\n<p>Com 346.953 toneladas, a produ\u00e7\u00e3o nacional de erva-mate extrativa aumentou 1,7%. O valor de produ\u00e7\u00e3o manteve-se praticamente est\u00e1vel, com ligeira queda de 0,1%.<\/p>\n<p><strong>P\u00f3 cer\u00edfero de carna\u00faba<\/strong><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do p\u00f3 cer\u00edfero de carna\u00faba, terceiro item mais importante da extra\u00e7\u00e3o vegetal n\u00e3o madeireira, caiu 10,1% no ano passado e chegou a 17.957 toneladas. O valor de produ\u00e7\u00e3o caiu 4,1%, passando para R$ 187,5 milh\u00f5es. De acordo com Wagner, s\u00e3o quatro os estados produtores, mas dois \u2013 Piau\u00ed e Cear\u00e1 \u2013 s\u00e3o respons\u00e1veis por 95% do total.<\/p>\n<p>No Piau\u00ed, a produ\u00e7\u00e3o caiu 19,75%. Conforme relatos apresentados aos pesquisadores do IBGE, a queda pode ser atribu\u00edda \u00e0 m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o da palha da carna\u00faba, devido \u00e0 seca prolongada em algumas regi\u00f5es do estado, e \u00e0 dificuldade de encontrar m\u00e3o de obra para trabalhar na atividade.<\/p>\n<p>Entre os munic\u00edpios, Granja, no Cear\u00e1, manteve-se na lideran\u00e7a como maior produtor, com 1.875 toneladas.<\/p>\n<p><strong>Castanha-do-par\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Com total de 34.664 toneladas, a produ\u00e7\u00e3o de castanha-do-par\u00e1, ou castanha-do-brasil, caiu 14,7%, mas, \u201ccompensado pelo pre\u00e7o de mercado\u201d, o valor de produ\u00e7\u00e3o subiu 2,7%, ressaltou Wagner.<\/p>\n<p>O Amazonas \u00e9 atualmente o maior produtor, com 14.945 toneladas no ano passado. A produ\u00e7\u00e3o do Acre, que liderou o\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0em 2015, caiu 37,7% em 2015, por causa da escassez de chuvas.<\/p>\n<p>Entre os munic\u00edpios, a lideran\u00e7a coube a Humait\u00e1, no Amazonas, com 3.360 toneladas.<\/p>\n<p><strong>Resina<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa mostra que itens n\u00e3o madeireiros da silvicultura t\u00eam pouca relev\u00e2ncia no setor porque os produtos madeireiros de \u00e1reas plantadas respondem por 97,7% do valor de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Wagner, a quase totalidade do valor dos produtos n\u00e3o madeireiros da silvicultura adv\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de resina, que cresceu 10,8% no ano passado, somando 106.227 toneladas. Em valor de produ\u00e7\u00e3o, o aumento foi de 1,3%, o que gerou R$ 282,1 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo produziu 59,4% do total, com aumento de 2,31% ante 2015. O Rio Grande do Sul foi o segundo, com expans\u00e3o de 45,3% no ano. O munic\u00edpio com maior produ\u00e7\u00e3o foi o ga\u00facho Santa Vit\u00f3ria do Palmar, com 14.242 toneladas.<\/p>\n<p><strong>Madeira<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da queda em quase todos os setores de produ\u00e7\u00e3o de madeira, em 2016, o valor de produ\u00e7\u00e3o cresceu 0,4% e ficou em R$ 16,6 bilh\u00f5es. Desse total, o valor de produ\u00e7\u00e3o da silvicultura respondeu por R$ 13,7 bilh\u00f5es, com expans\u00e3o de 3% ante o ano anterior. O \u00fanico segmento cuja produ\u00e7\u00e3o aumentou em 2016 foi o de madeira em tora da silvicultura, destacou o supervisor da pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cTodos os produtos madeireiros do extrativismo vegetal tiveram queda em 2016\u201d, disse o coordenador da pesquisa. Com -31,7% e valor de produ\u00e7\u00e3o de R$ 393,9 milh\u00f5es, o carv\u00e3o vegetal do extrativismo foi o item que mais caiu, acompanhando o fraco desempenho da siderurgia, principal consumidor do produto. Tamb\u00e9m aparecem a lenha (-7,4%), com valor de produ\u00e7\u00e3o de R$ 626,4 milh\u00f5es; e a madeira em tora (-7%)\u00a0 e valor de produ\u00e7\u00e3o de R$ 1,8 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>O carv\u00e3o vegetal de extrativismo corresponde a 13,8% do carv\u00e3o produzido no Brasil. O restante (86,2%) vem da silvicultura, isto \u00e9, das florestas plantadas. De acordo com Wagner, 21,8% da produ\u00e7\u00e3o brasileira de lenha v\u00eam do extrativismo e 78,2%, da silvicultura.<\/p>\n<p><strong>Silvicultura<\/strong><\/p>\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o madeireira da silvicultura, Wagner destacou a queda de 8% do carv\u00e3o vegetal, com valor de produ\u00e7\u00e3o estimado de R$ 2,5 bilh\u00f5es, 1% inferior ao de 2015. Na lenha da silvicultura, houve recuo de 2,3% na produ\u00e7\u00e3o e de 3,2% no valor de produ\u00e7\u00e3o, que totalizou R$ 2,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No segmento de madeira em tora para papel e celulose da silvicultura, a produ\u00e7\u00e3o subiu 10,8%, passando para 85,1 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos (m<sup>3<\/sup>), e o valor de produ\u00e7\u00e3o aumentou 7,7% (R$ 5,2 bilh\u00f5es). O Paran\u00e1 \u00e9 o maior produtor de madeira em tora para papel e celulose, com alta de 43,9% na produ\u00e7\u00e3o, devido ao aumento do parque industrial no estado. Entre os munic\u00edpios, destaca-se Tel\u00eamaco Borba (PR), com 3,5 milh\u00f5es de m<sup>3<\/sup>.<\/p>\n<p>De acordo com Wagner, 80,2% da madeira destinada \u00e0 ind\u00fastria de papel e celulose t\u00eam origem em \u00e1reas de plantio de eucalipto, usado como mat\u00e9ria-prima para a fabrica\u00e7\u00e3o de celulose de fibra curta, e 18,8% v\u00eam de florestas de\u00a0<em>pinus<\/em>, esp\u00e9cie usada para celulose de fibra longa e papel de qualidade superior.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o nacional de madeira em tora para outras finalidades, como constru\u00e7\u00e3o naval e civil, e ind\u00fastria de m\u00f3veis, aumentou 3,1% no ano passado (48,5 milh\u00f5es de m<sup>3<\/sup>), com valor de produ\u00e7\u00e3o de R$ 3,8 bilh\u00f5es (aumento de 2,2%).<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Sul concentrou 62,6% da produ\u00e7\u00e3o nacional, com queda de 2,9% ante 2015. No Paran\u00e1, a produ\u00e7\u00e3o cresceu 3,2%. Entre os munic\u00edpios, o l\u00edder foi General Carneiro (PR), com 1,2 milh\u00e3o de m<sup>3<\/sup>\u00a0e participa\u00e7\u00e3o de 2,5% na produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p><strong>\u00c1rea plantada<\/strong><\/p>\n<p>A \u00e1rea total plantada da silvicultura aumentou 0,9%, somando 10,02 milh\u00f5es de hectares, dos quais 75,3% corresponderam \u00e0 \u00e1rea plantada com eucalipto e 20,7% com\u00a0<em>pinus<\/em>.<\/p>\n<p>Mesmo com queda de 1,2% em 2016, a Regi\u00e3o Sul tem a maior \u00e1rea de silvicultura do pa\u00eds, equivalente a 3,73 milh\u00f5es de hectares. \u201cPor\u00e9m, a maior parte dessa \u00e1rea \u00e9 com\u00a0<em>pinus<\/em>\u201d, disse o supervisor da pesquisa. A \u00e1rea do Sul brasileiro com\u00a0<em>pinus\u00a0<\/em>representou 49,1% do total nacional.<\/p>\n<p>O Sudeste tem a maior \u00e1rea plantada de eucalipto, 3,13 milh\u00f5es de hectares. Entre os estados, a maior \u00e1rea florestal, com 1,9 milh\u00e3o de hectares, \u00e9 de Minas Gerais e, entre os munic\u00edpios, destacam-se Tr\u00eas Lagoas e Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul, com mais de 300 hectares plantados destinados \u00e0 silvicultura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O a\u00e7a\u00ed foi o produto da extra\u00e7\u00e3o vegetal n\u00e3o madeireira que alcan\u00e7ou maior valor de produ\u00e7\u00e3o no ano passado no Brasil: R$ 539,8 milh\u00f5es. Em seguida, vieram a erva-mate extrativa (R$ 398,8 milh\u00f5es), o p\u00f3 cer\u00edfero de carna\u00faba (R$ 187,5 milh\u00f5es) e a castanha-do-par\u00e1 (R$ 110,1 milh\u00f5es). 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