Uma passagem pelo maior festival de dança do país se transformou em contrato profissional. O bailarino Marcos Souza, formado pelo Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, foi aprovado em audição para a Curitiba Cia. de Dança e passa a integrar oficialmente o elenco da companhia a partir de setembro de 2026.

A conquista é resultado direto de sua participação no 43º Festival de Dança de Joinville, realizado em julho, com apoio do Instituto Cultural Vale. O investimento viabilizou duas semanas de imersão artística, período em que Marcos fez quatro cursos com profissionais de reconhecimento nacional e internacional e participou de três processos seletivos para companhias profissionais.

Entre os professores estiveram Luiz Rubén, um dos primeiros professores de ballet do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, e Cláudia Mota, primeira-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em cursos de ballet clássico realizados entre os dias 20 e 24 de julho; Lili de Grammont, diretora artística da Companhia de Dança de São José dos Campos, em curso de dança contemporânea entre 27 e 31 de julho; e o bailarino e coreógrafo francês Jason Sabrou, em aula de ballet clássico no dia 30 de julho.

Foi justamente na Curitiba Cia. de Dança que Marcos viveu o momento mais decisivo da temporada. “A aula da Curitiba foi de três horas, mais uma hora de audição, quatro horas ao todo. Tivemos aula de ballet clássico, ensaio de neoclássico e de contemporâneo. Consegui pegar todas as sequências e, no fim, descobri que era para uma temporada inteira do Quebra-Nozes”, conta Marcos.

“Não pensei duas vezes, aceitei e assinei o contrato. Eu imaginava que ia fazer parte só do elenco do Quebra-Nozes, mas fui aprovado para entrar na companhia. Essa é a minha primeira audição, nunca tinha feito uma antes, e já passei na primeira oportunidade”, comemora o bailarino.

Para Márcia Rolon, fundadora e diretora artística do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, a conquista de Marcos reforça o papel da formação artística na abertura de novos caminhos profissionais para os participantes da instituição.

“Marcos é fruto de um processo de formação que começa muito cedo, ainda na infância, e que agora se transforma em uma conquista profissional concreta. É a prova de que investir em arte na fronteira gera resultados reais na vida dos nossos participantes”, destaca Márcia Rolon.

Marcos destaca que a conquista também é uma forma de retribuir a formação que recebeu na fronteira. “Tudo o que eu sou hoje é por causa do Moinho, que me transformou. Sou muito grato ao Instituto Cultural Vale por ter me proporcionado essa experiência. Entrei no Moinho ainda criança e cresci dentro da instituição, onde construí a base da minha formação como bailarino. O Festival de Joinville é maravilhoso, o melhor do mundo, e eu nunca imaginei estar lá. É uma experiência que vou levar para a vida inteira”, afirma Marcos.