Operação contra tráfico de drogas e armas em favelas no RJ mira produtor rural de MS

19 mandados de prisão preventiva estão são cumpridos na manhã desta quinta-feira (17) contra quadrilha especializada no tráfico interestadual de drogas e armas. Além dos mandados de prisão, a operação “Bad family” também cumpre outros 18 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

O líder da organização criminosa seria Edson Ximenes Pedro, conhecido com “pelincha”, nascido em Paranhos, distante 392 km de Campo Grande, fronteira com o Paraguai. Atuando no ramo do agronegócio, Ximenes utilizava fazenda para macular a entrada e distribuição de armas e munições.

O negócio agrícola, segundo a Polícia Civil, seria usado para lavagem do dinheiro obtido com os crimes. Ele contaria com o auxílio direto de sua esposa, irmãos e cunhado na execução dos crimes. A polícia também pediu bloqueio das contas dos investigados e todos os valores foram sequestrados judicialmente.

Até as 7h30, dez pessoas já tinham sido presas, segundo informação da Polícia Civil. A quadrilha é acusada de fornecer drogas, armas e munições aos complexos do Alemão, Maré, Lins e Jacaré, no Rio de Janeiro.

Concorrente de Marcelo Piloto

As investigações apontam que ele seria um dos principais concorrentes de Marcelo Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, preso em 2017 no Paraguai e extraditado para o Brasil em dezembro de 2018.

Ainda conforme a Polícia, a quadrilha movimentava R$ 200 milhões por ano e fornecia até duas toneladas de maconha e 500 kg de cocaína por dia a facções criminosas do Rio de Espírito Santo.

Foragido desde que progrediu do regime semiaberto, Edson já havia sido preso em 2013 pela Polícia Federal e cumpriu pena por tráfico de drogas e associação criminosa para o tráfico.

*Com informações da Agência Brasil

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