Presos na Capital durante operação da PF tinham forte ligação com ‘Cabeça Branca’

Durante o cumprimento dos mandados na operação ‘Efeito Dominó’, em Campo Grande, pai e filho foram presos em um condomínio de luxo, na Vila Nasser.

Segundo informações da Polícia Federal, o filho seria ‘o cabeça’ e o pai o acompanhava. Os dois tinham forte ligação com Luiz Carlos da Rocha, conhecido como ‘Cabeça Branca’.

Eles emprestavam os nomes para ‘Cabeça Branca’ na compra de propriedades, como fazendas de gado e de soja. Pai e filho serão levados para a sede da PF, em Curitiba.

Durante as investigações da operação Spectrum em 2017 se desdobrando na operação deflagrada nesta terça (15) foram descobertos uma movimentação da quadrilha de U$S 140 milhões de dólares, com o tráfico internacional de drogas.

Ao todo em 2017 foram apreendidas 27 toneladas de cocaína. A droga era enviada para a Europa. Nesta terça (15), segundo a polícia foram apreendidos mais de R$ 200 milhões em imóveis que estavam em nome de laranjas.

Operação

A operação Efeito Dominó é um desdobramento da Operação Spectrum após as investigações que começaram em 2017. No total, 90 policiais cumpriram 26 mandados, sendo 18 de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva, e três de prisão temporária.

A operação cumpriu mandados nas cidades de Dourados, Amambai, e na Capital em Mato Grosso do Sul. A ação também foi desenvolvida simultaneamente no Rio de Janeiro, Ceará, Paraíba, São Paulo e Distrito Federal.

Durante as investigações foi detectada uma complexa e organizada estrutura para a lavagem de dinheiro vindos do tráfico internacional de drogas. Com as investigações foi verificada a ação direta de doleiros e de duas operadoras financeiras, conhecidos da Polícia Federal da Operação Farol da Colina e Operação Lava Jato.

Doleiro e Lava Jato

Um dos alvos é o doleiro Carlos Alexandre, o Ceará, delator da Lava Jato. “Quanto ao operador financeiro (doleiro) já investigado da Operação Lava Jato, chama atenção o fato de ter retornando às suas atividades ilegais mesmo tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República e posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal serão comunicados sobre a prisão do réu colaborador para avaliação quanto à “quebra” do acordo firmado”, diz a nota da PF.

Dois doleiros tinham atuação “concreta e direta” com o grupo criminoso. Ambos eram conhecidos desde a Operação Farol da Colina (caso Banestado) e na Lava Jato. De acordo com os investigadores, eles foram alvos de investigações pela mesma prática criminosa.

Autor:
Midiamax

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